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Psicossomática na Pandemia

Segundo estudo científico da FIOCRUZ sobre a Pandemia no Brasil, os problemas de coluna aumentaram 41 % para pessoas que antes não possuíram essa patologia, ou seja casos novos. Alguns fatores relacionados aos problemas da coluna segunda a FIOCRUZ; falta de atividade física, o uso excessivo do computador e a mudança nas atividades doméstica.

Do ponto de vista da psicossomática os problemas na coluna estão ligados a; ansiedade e raiva reprimida, geralmente são sentidos na região cervical, pois relaciona-se a problemas de ordem intelectual, decisões e carreira profissional; dor torácica a sentimento de sentir-se preso e dominado, enquanto que a região lombar a instabilidade e problemas financeiros.


O interesse da psicanálise é interpretar o Sintoma, que para Freud aparece como expressão de um conflito psíquico, como mensagem do inconsciente e como satisfação pulsional, e que Lacan, lendo Freud, apresenta o sintoma como mensagem-metáfora; como gozo e como invenção-criação.


O estabelecimento do sintoma, doenças, promove um período de relativa tranqüilidade psíquica, por contar com uma defesa eficiente, embora o paciente passe a conviver com a dor do sintoma primário. Fugir de as ideias recalcadas retornam e desse novo conflito surgem novos sintomas que "são os da doença propriamente dita: isto é, uma fase de ajustamento, de ser subjugado, ou de recuperação com uma mal formação" (Freud, 1896/1996, p. 269).


Fomos desde 2020 interrompidos de muitos desejos, realizações e contato social e o preço deste aborto foi sentido pelo corpo.


Juntamente com os fatores: sociais, econômicos, acadêmicos, profissionais que ficaram suspensos ou foram transformados vou focar nos aspectos inconscientes do adoecimento.


Os fatores ligados ao adoecimento incluem: conflitos, situações de angústia, fantasias(mentiras), dificuldade de assumir a real identidade o que provoca dor emocional e conflitos intrapsíquicos não reconhecido. Além de pessoas com dificuldade de conceber e superar sofrimentos da vida(Traumas), sentimento de culpa, pessimismo, ressentimento(rancor), inveja e depressão.


As doenças crônicas são privilégios daqueles que assumem papel de “fortes”, levam a vida no piloto automático – operatórios e que são destituídos de profunda subjetividade.


As pessoas distanciadas do seu EU Interior e que passam uma imagem distanciada de sua realidade, escondem: insatisfação, crise nos relacionamentos, dificuldade financeira, não revelam seus reais desejos e frustrações, tendem a terem mais tensões e problemas decorrentes de estresse.


As ações sintomáticas do estresse provocam um curto-circuito no trabalho da elaboração psíquica que é exigido para a construção de sintomas psicológicos, como não são reconhecidos emocionalmente vão para o corpo(Soma). Dependem menos da linguagem e, assim podem ser considerados uma regressão a uma fase anterior da organização mental – os modos de pensar que caracterizam a infância inicial. Crianças tristes tem febre, dor de garganta...


O ciframento da mensagem concretizada pelo sintoma, doenças, segue as mesmas leis de funcionamento dos outros fenômenos lacunares do inconsciente. A medicina convencional já reconhece que a experiência comum pode exercer um papel complexo na doença.


Um psicanalista está mais interessado na pessoa do que nas dores e doenças que trazem a clínica. Reconhecemos que o que faz a pessoa é a experiência- as tristezas, as alegrias, os rápidos momentos traumáticos e as longas horas sem fazer nada de especial.


Os minutos de vida se acumulam e silenciosamente e, sem expressão e transformações(sublimação), são depositados no corpo e se empilham como grão de areia depositado no fundo o de um rio e que nesta formação oculta de um inconsciente saturado irrompe como uma doença.


Todos somos obrigados a desenvolver organizações psíquicas e estruturas mentais que lidam com as formas físicas e mentais de dor que estão à nossa espera desde o nascimento.


O sucesso nesse esforço depende de dois fatores inter-relacionados: a capacidade para o desenvolvimento do funcionamento simbólico e o quando a história pessoal e o ambiente no início da vida facilitaram, mais do que impediram esse desenvolvimento: A FALA é o instrumento da clínica.


Reconhecer os profundos sentimentos, fraquezas, limites...é uma viagem dolorida e única que experimentam quem faz psicoterapia. O auto-conhecimento salva vidas.


Referência:

Freud, S. (1996). Rascunho K. As neuroses de defesa. In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de SigmundFreud (J. Salomão, trad., Vol. 1, pp. 267-276). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1896)


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