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Espiritualidade e Pandemia


Tema de Lives de filósofos, artistas e cientistas. Recentemente houve um crescimento nos últimos anos de estudos sobre a religiosidade/espiritualidade e suas implicações na saúde física e mental dos indivíduos. (Dalgalarrondo P. ; Moreira-Almeida A, Lotufo Neto F, Koenig HG).É por isso que suscitou esse texto.


Especialmente no final da vida, a religião e a espiritualidade ocupam um lugar de destaque na vida dos mais velhos, os idosos passam a buscar o sentido da vida e respostas a sua existência, em geral diante dos limites, dores, doenças e finitude.


A religião então passa a ser uma fonte de significado na vida dos mesmos (Santana, Cupertino, & Neri, 2009; Sommerhalder & Goldstein, 2011).


A Medicina Integrativa está no contexto atual; pandemia, medo, insegurança e adoecimento traz uma proposta que integra também a espiritualidade como sendo um refúgio para o restabelecimento de doenças e fonte de equilíbrio e bem estar.


É importante distinguir religião de espiritualidade. Segundo Koenig, Mccullough e Larson (2001), a religião é designada como um sistema de crenças, rituais, práticas e símbolos, que visa facilitar o acesso ao transcendente.


A espiritualidade é designada como uma busca pessoal, onde o objetivo passa por entender questões relacionadas à vida bem como ao seu sentido. Sobre as relações ligadas ao sagrado, ao transcendente, que podem ou não, levar ao desenvolvimento de práticas religiosas (Lucchetti, Lucchetti, Bassi, Nasri & Nacif, 2011).


A espiritualidade manifesta-se na vida do ser humano de diversas maneiras, podendo variar de acordo com a idade do indivíduo, a sua religião, a sua cultura e o seu estado de saúde. Pode ter seu início na infância, adolescência ou no ocaso da vida quando permite ao indivíduo uma grande capacidade para aliviar o sofrimento vivido ao longo do seu envelhecimento (Rocha & Ciosak, 2014).


De modo geral, os profissionais da área da saúde reconhecem o potencial da religiosidade para saúde e bem-estar, não sendo mais possível estudar religiosidade sem relacioná-la à espiritualidade, compreendida como a dimensão do que dá sentido à vida.


Atualmente, as pesquisas estão voltadas para o entendimento de processos específicos como o coping religioso, o apego, a tendência humana de buscar razões por trás de uma experiência, entre outros.- Zangari W, Machado FR, organizadores. Psicologia e Religião: Histórico, Subjetividade, Saúde Mental, Manejo, Ética Profissional e Direitos Humanos [cartilha]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2018.


Na mesma direção, diversos trabalhos têm demonstrado que a espiritualidade/religiosidade permite uma elaboração subjetiva e a atribuição de um sentido à vida, que levam a um aumento da motivação para o enfrentamento e superação de crises- Koenig HG. Religion and mental health: what should psychiatrists do? BJ Psych Bull 2008; 32(6):201-203.


Pacientes Renais, transplantados, adictos, oncológicos enfim faltaria tempo para evidenciar que a busca do Divino é salutar, benéfica e pacífica.


Acredito que o sentimento de desamparo, medo e vazio existencial empobrece as pessoas. Atualmente a existência está amargurada para quem não tem fé , as relações estão em rupturas para quem não busca parâmetros e conselhos divinos, Pessoas com estruturas fragilizadas estão em pânico, por isso busquem a amizade com o Criador do Universo.


Apelo para a filosofia:

“O homem só é na medida em que está dentro da evidencia do sentido do ser” – Heidegger, M.


O homem só poderá se libertar da prisão de si mesmo quando parar de se compreender como sujeito e tudo o mais como objeto, quando começar a retomar os movimentos da vida e as aberturas do ser que acontecem antes dele e lhe servem de base” Heinrich Rombach.


LEIA A BIBLIA!!!

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