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Transtorno Bipolar: Fase Maníaca

Na fase maníaca nesse cíclo, o indivíduo parece estar na condição de perdedor do se próprio eu, um eu que se transforma, que se perde em seu próprio funcionamento.


A ideia autorreferente é constate nas duas fases: alta e baixa. Tudo é ligado ao EU, “eu não consigo”, “eu vou fazer”, “sou mal” ou “sou bom”, “Eu sou culpado” ou “eu vi lá na frente”. Muito comum também a irritação por tudo, as vezes, por todos.


Para Freud essa oscilação tratava-se de uma neurose narcísica em que ocorre um equilíbrio entre o eu e o supereu, ou há um triunfo do EU onde o sujeito entra em acordo com seus instintos e o eu alcança seu ideal essa sensação de que tudo pode, de que tudo consegue dá a impressão de que o superego(Superego: instancia da lei, limite e críticas) fica reduzido pelo exercício do EGO(Ego: instância psíquica do desejo, prazer e vontades) Onipotente.


Essa fase parece ser uma defesa da Depressão, existindo então uma necessidade de vivenciar tudo o que fica inerte e insosso na fase depressiva, de maneira que não se tenha nenhum tempo disponível para sentir tais emoções. Muito fácil discussões, brigas, controvérsias, encrencas e alguns são até "barraqueiros".


Seria uma defesa em que o ego evita a percepção de algum aspecto penoso. Pode-se dizer que há uma evasão para a realidade externa a fim de repudiar o mundo interno ameaçador.


Na mania o sujeito tem a sensação de ser a melhor pessoa do universo, o mais poderoso, capaz de qualquer tipo de realização que vai desde a aquisição de objetos tais como carro sofisticado e de alto valor de mercado sem a mínima condição financeira para fazê-lo, até a compra compulsiva e em quantidade ilimitada de gadgets, pequenos objetos descartáveis, além de inúmeras realizações no campo dos negócios, das artes e outras.


O sentimento de onipotência é o que caracteriza


a Mania. Ele está baseado na negação da realidade, psíquica ou externa, inaugurada como defesa para a mais profunda das ansiedades, que é o temor aos perseguidores internos.


Freud afirma que aquilo sobre o que o maníaco triunfa é o Ideal de Eu, ou seja, ele se ilude aos desejos de liberdade, novas propostas de vida, sonhos, profissões, lugares, empreendimentos... tudo isso ligado à figura do pai(Repressor, Limites, regras= Lei).


O sujeito maníaco é, antes, uma presa das exigências de gozo do Supereu, do que liberto de seu caráter limitador e proibitivo.


A excitação maníaca, com a anarquia da intencionalidade e a desregulação dos ritmos vitais que a caracterizam, é tão arriscada quanto a mortificação melancólica. Assim, um falar maníaco carrega, não raramente, um conteúdo triste.


Em sua busca de novos objetos e catexias, o maníaco torna-se infatigável, animado por uma vida paradoxal que marcha para a morte com a mesma firmeza que o depressivo.

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