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Saúde Mental e a COVID 19

No Brasil, a Portaria nº 454 do Ministério da Saúde declarou estado de transmissão comunitária do novo coronavírus em 20 de março de 2020, o que fez entrar em vigor a Lei da Quarentena, Lei nº 13.979 com objetivo de evitar a contaminação e propagação da COVID-19.


Já passamos a Gripe Espanhola de 1918, ao longo do período pandêmico, registraram-se mais de 35 mil mortes em todo o Brasil. Hoje ultrapassamos 40.000 mortes por COVID 19.


Essa realidade ocasiona perturbações psicológicas e sociais que afetam a capacidade de enfrentamento de toda a sociedade, em variados níveis de intensidade e propagação.


As condições adversas decorrentes do isolamento social, como perdas financeiras e estigma, foram identificados como fatores de risco para o desenvolvimento de transtornos mentais e afetos negativos prolongados.


Os prejuízos financeiros, por sua vez, parecem constituir maior fator de risco no desenvolvimento de transtornos mentais para famílias de nível socioeconômico baixo. Isso pode decorrer do maior impacto que a perda de renda representa para essas famílias.

Quanto à saúde mental, é importante dizer que as sequelas de uma pandemia são maiores do que o número de mortes.


A Psicologia destaca-se nesse contexto por reunir fundamentação teórica-conceitual e evidências científicas que podem ser aplicadas e generalizadas, contribuindo para uma compreensão dos aspectos psicológicos durante a grave crise contemporânea da pandemia da COVID-19.


Os estudos atuais mostram influências dessa situação no comportamento das pessoas no cotidiano e causando ansiedade, medo, depressão e pânico.


Quem é mais afetado?


Casais com problemas de relacionamento: A tensão que a restrição social provoca converte o contato com os familiares “obrigatória” e casais infiéis, com desgaste na relação, com pouco amor são responsáveis pelo impacto de violência doméstica. Na China, os registros policiais de violência doméstica triplicaram durante a epidemia. Na Itália, na França e na Espanha também foi observado aumento na ocorrência de violência doméstica após a implementação da quarentena domiciliar obrigatória.


Transtornos Psíquicos: Quem tem Ansiedade, Depressão, TDAH e Estados Limites:TOC,Bordelines, Bipolares e os Narcisisitas. As dificuldades com regras, limites e frustrações fragilizam e expõem as falhas de comportamento. Além da falta de apoio de outros, visto o laço social ser ancora para o suporte de problemas internos para a maioria de pessoas desse grupo, ausência de subjetividade, criatividade, recurso interno e resiliência.


Idosos: Trazem com eles já um isolamento social proveniente dos limites da idade e longe de sua própria família, convívio com os templos, salões so reino e igrejas agrava o abatimento emocional. Hospitais e médicos cancelaram exames de rotina, o medo da morte tão anunciada e próxima deles. Ainda o luto doloroso para quem perde entes em isolamento.


Cardiopatas: Estudos realizados demonstraram um aumento de arritmias e mortes ocasionadas por problemas cardíacos na população exposta a fatores estressantes, como guerras, terremotos, furacões e isolamento social. A reação ao estresse é uma descarga adrenérgica, com ativação simpática (liberação de adrenalina) provocando aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, entre outros. Pessoas que vivem tristes e preocupadas podem apresentar recorrência de eventos cardíacos. A depressão é frequente nos pacientes cardiopatas, podendo se manifestar como causa ou consequência das mesmas.

BUSQUE APOIO PSICOLÓGICO PARA SE REINVENTAR: ”A angústia surge do momento em que o sujeito está suspenso entre um tempo em que ele não sabe mais onde está, em direção a um tempo onde ele será alguma coisa na qual jamais se poderá reencontrar.” Jacques Lacan

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