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RESSIGNIFICAR a Vida

E de repente percebemos que não conseguimos acompanhar o movimento da vida, alguns acontecimentos parecem intransponíveis.


Como enfrentar: O diagnóstico de uma doença muito cruel (câncer, doenças auto imunes severas, degeneração cerebral, cardiopatias...), um acidente debilitante, revés financeiro, perdas de pessoas significativas, separação, desemprego, cuidar dos pais, mudança de país, aposentadoria, catástrofes natural(terremoto, enchentes, vendavais...) como ver luz no caos?


Chegou sua vez, agora é contigo!!! O que fazer? Podemos ficar tristes ou lutar contra a tristeza; podemos desistir ou seguir perseverando; podemos deixar de acreditar na vida ou encontrar uma nova razão para viver; podemos abafar o nosso sorriso para sempre ou aprender de novo a rir de si mesmo; podemos ficar reclamando e maldizendo de Deus, ou aceitar que nada acontece por acaso e manter nossa fé nele ou no que sempre acreditamos.


Algumas circunstâncias e novos desafios:


DOENÇA e LIMITAÇÕES FÍSICA: Estudos confirmam a união que a doença trouxe entre os familiares, sendo oportunizado aos membros que se solidarizem e que reorganizem seus papéis(Ref: 1,2), é óbvio se ocorrer uma admissão do sentimento com os seus entes e amigos. Humildade sempre ajuda.


SER CUIDADOR: O envolvimento emocional, as limitações de conhecimento e o desempenho de novos papéis no contexto domiciliar são dificuldades frequentes vivenciadas pelos cuidadores, as quais são traduzidas em sentimento de sobrecarga física, emocional e financeira. Esse lugar pode ser partilhado e enfrentado com menos impacto. Por lei; Estatuto do Idoso e princípios Bíblicos : “Honra a teu pai e a tua mãe.” (Êxo. 20:12; Efé. 6:2) os filhos devem prestar cuidados, atenção e em alguns casos assumir a “guarda” dos pais. É óbvio que eles irão espernear, mas assumir uma assistência de perto geralmente é necessário para alguns idosos e anciãos. E sua vida , como cuidador, será transformada.


A IDADE CHEGOU. A Organização Mundial de Saúde subdivide a idade adulta em quatro estágios: meia idade: 45 a 59 anos, idoso: 60 a 74 anos, ancião: 75 a 90 anos e velhice extrema: acima de 90 anos. É comum encontrar indivíduos com a mesma idade cronológica, porém com capacidades diferenciadas. Fica claro que mudanças de ordem psicossociais no comportamento do idoso podem influenciar direta e positivamente seu grau de satisfação com a vida e sua relação com o meio. Aceite que sua visão de mundo precisa ser reformulada.


PERDAS: A Psicanálise, aponta a Espiritualidade, a Arte, o Serviço Social e a Estética como sendo os recursos que podemos nos elevar e ver um sentido além do físico, material, egoísta do Aqui Agora do homem contemporâneo.

Buscar um sentido maior que nos leve a uma Transcendência, Leandro Karnal em suas palestra diz que o homem atual tem o espírito de Almoxarifado; reposição de coisas, pagamento de coisa, resolver faltas de funcionários. Viver é mais que fazer ou Ter, entrar em contato com o Ser Interior dá um Novo Sentido a VIDA.


Ressignificar, Reagir, Rever, Reinventar, Reanimar, Revigorar, Remanejar, Recuperar, Replanejar, Reviver... são algumas palavras que ajudam em momentos difíceis e críticos.

Só olhando para nós mesmos, sentindo a importância da mudança e novos conceitos mais subjetivos, minimalista e sensíveis teremos forças para lidar com Recomeço.


O trabalho Psicoterapêutico que envolve:


o resgate de história de vida, seus valores, papéis, conceitos, personalidade, crenças e pode desempenhar funções psicológicas, sociais e culturais para os idosos e pessoas em situação de crises(mudanças e perdas bruscas).


A possibilidade de melhoria no autoconhecimento e na auto avaliação é fundamental em todas as idades e qualquer circunstância, já que a recomposição e ressignificação da identidade fortalecer o viver e recuperar a auto-confiança, além de possibilitar modificações nas relações entre as pessoas. Lembre-se não estamos sozinhos, precisamos dos outros, por isso torne-se uma melhor pessoa.


Referência:


1- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo Demográfico 2000 - Características gerais da população, religião e pessoas com deficiência [Internet]. [S.l]: IBGE; 2010 [acesso em 12 de dezembro de 2012]. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/caracteristicas_religiao_deficiencia/ default_caracteristicas_religiao_deficiencia.shtm

2- Cecagno S, Souza MD, Jardim VMR. Compreendendo o contexto familiar no processo saúde-doença. Acta Sci Health Sci. 2004;26(1):107-12. 16. Stolagli VP, Evangelista RBM, Camargo OP. Implicações

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