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PERDOAR vai te ajudar

A história das pessoas estão carregadas de mágoas, arrependimentos, relacionamentos mal resolvidos, ressentimentos, desacertos, injustiças, feridas e pesares.

A culpa e a falta de perdão é responsável por problemas de saúde, pressão alta, doenças cardíacas, artrite, dores de cabeça...


Contudo segundo a Clínica Mayo(revista Social Psychiatry and Psychiatry Epidemiology) quem perdoa abre a possibilidade de: Ter bons relacionamentos, porque ajuda a sermos compreensivos, a ter compaixão e empatia ; Faz a gente se sentir bem em sentido mental e espiritual ; Reduz a ansiedade, o estresse e a agressividade e Diminuí os sintomas de Depressão.


Quem mais tem direcionamento de mágoa é a mãe. Um dos conceitos fundamentais do pensamento de Winnicott (1948) é o de "devoção materna primária". Podemos perceber na teoria deste autor uma grande importância dada para a relação que acontece no início da vida humana. As situações vividas na assim chamada primeira infância (do início da vida até por volta de um ano) é para Winnicott fundamental para tudo o que se desdobrará na vida humana em termos de saúde nas relações futuras.


Desta forma, o lugar e o papel que a mãe ocupa na vida do bebê humano é de extrema importância para os destinos que este terá em sua vida relacional adulta. Dada a extrema precariedade com que o homem vem ao mundo, a necessidade de hospitalidade, disponibilidade, acolhimento e certo sacrifício do meio, são indispensáveis no que diz respeito à construção de um ambiente favorável ou facilitador para sua constituição humana. Todas essas qualidade maternas podem ser consideradas uma forma de sustentação (holding) do ambiente a fim de facilitar o amadurecimento da criança.


A mãe dá a vida, é quem escolheu o Pai, é quem deu pouco ou muito carinho, desenhou a educação, as relações com os irmãos, sentiu emoção ou nos fez reprimir as emoções, deu olhar ou pagou para outros olharem, foi corajosa ou medrosa e passou esse exemplo,parcial ou imparcial,generosa ou egoísta, fútil ou engajada em nobres causas, briguenta e rabugenta ou passiva e calma...


A primeira referencia de vida é a mãe. Por isso a relação com ela, quer viva ou morta, com saúde ou doente é importante para nossa paz interna.


Dependendo do grau de intolerância à frustração, a pessoa ou mostra sua capacidade de perdoar, ou carrega por um bom tempo um ressentimento patológico seguido de um queixume eterno, uma memória enrijecida da experiência do ferimento, e um estado interno de rancor, desprazer constante, como se a injúria vivida desestabilizasse sua consistência egoica.


Alguns se sentem derrotados, desmoralizados, estragados internamente, e não conseguem mais, deixar de carregar dentro de si, ódio e ressentimento. Instala-se aí uma vulnerabilidade propícia a desenvolver estados depressivos ou seus equivalentes: sintomas psicossomáticos diversos.


O verdadeiro perdão é, com efeito, incondicional: não se pode “perdoar” para se sentir bom e obter o prêmio do paraíso. Trata-se de gestos simbólicos, provavelmente também úteis do ponto de vista social, mas que não dizem nada sobre o que pode ser a verdadeira posição subjetiva de quem perdoa a quem é perdoado.


O perdão de que se interessa a psicanálise é puro ato da subjetividade, um ato ético incondicional: uma escolha livre e unilateral, que não pressupõe qualquer prêmio ou reconhecimento que possa vir do “perdoado” ou de qualquer outra forma, se não por si mesmo.


Sobre a importância do perdão recíproco para a saúde mental, outra grande pesquisadora da psicanálise, Melania Klein, escreveu as seguintes palavras nas últimas linhas de seu livro “Amor, culpa e reparação”, de 1937:

Se formos capazes de eliminar, nas profundezas do nosso inconsciente, os sentimentos de rancor em relação aos nossos pais e de perdoá-los pelas frustrações que tivemos que suportar, então seremos capazes de amar os outros no verdadeiro sentido da palavra”.


O psicanalista argentino Luis Kanciper em seu célebre livro: “Ressentimento e Remorso: estudo psicanalítico. Escreveu:

“O sujeito ressentido está doente de reminiscências. Não pode deixar de recordar, não pode esquecer. Ou seja, está esmagado por um passado que não pode separar e manter distante do consciente”,


Perdoar ou deprimir, eis a questão! Porque quando não perdoamos sentimos raiva e a raiva quando não atinge o objeto externo(vingança) ela passa a ser imputada a nós mesmo, por isso do aparecimento de muitas doenças(raiva contra si mesmo), principalmente doença auto-imunes.


A capacidade para perdoar recai na reparação da pessoa mesma, dando uma nova qualidade interna e trazendo transformações no modo de viver sua agressividade e de sentir a dor. Não é fácil, mas a ferida que se hospeda sem ódio está propensa a uma nova reparação interna. A verdadeira reparação independe de ser desculpado.


O Dr. Fred Luskin, autor de O Poder do Perdão e doutor em aconselhamento clínico e psicologia da saúde pela universidade de Stanford, em O Poder do Perdão, ele explica o processo de formação de uma mágoa e demonstra como tal fato possui um efeito paralisante na vida das pessoas.


A psicoterapia propõe encoraja as pessoas a terem maior responsabilidade sobre suas emoções e ações, e serem mais realistas sobre os desafios e quedas de suas vidas. A diminuição da ira e de mágoa vem de se vivenciar o perdão. O perdão é a experiência interior de se recuperar a paz e o bem-estar.

Sônia Augusta

Psicóloga Clínica

Whats 11 99483-6799 Atendimento Clínico e Skype

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