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Angústia

Angustia para alguns apenas um aperto na garganta, dificuldade de respirar, suspiro, dor no peito(angina vem de angustia), sufocamento , trata-se realmente de sofrimento psíquico e também físico.


O homem sempre foi angustiado, caso contrário estará Ansioso- a espera e preocupado, tenso e aflito com o que há de vir ou estará Deprimido ruminado o passado e se auto culpando, ressentindo e se implodindo de agressividade.


É uma sensação de impotência do sujeito frente a um sofrimento: tomar decisões, já que toda decisão resulta em uma escolha e

uma escolha resulta em um a perda. O duelo entre o interno e o externo gera angústia.


Há pessoas que buscam um analista angustiadas com o perigo de perder um grande amor. Somente a psicanálise sabe e defende que o único remédio efetivo para a angústia é o desejo. E para haver desejo, é necessário que o sujeito suporte a falta, ou seja, que nele se inscreva aquilo que, em psicanálise, chamamos de castração simbólica.


Para haver desejo é preciso haver, primeiro, a falta. Se eu desejo algo ou alguém, é porque esse algo ou alguém me faz falta. Se, ao contrário, me sinto completo, nada tenho a desejar, pois nada me falta. Mas se não desejo, me angustio, pois um sujeito sem desejo não é mais um sujeito, ele se torna um objeto para o desejo e para o gozo do Outro.


Por isso Lacan dizia que a angústia é a sensação do desejo do Outro, o temor de ser um objeto para esse Outro. Em outras palavras, o sujeito angustiado está sempre preso na ilusão de que deve satisfazer as demandas daqueles a sua volta e, ao mesmo tempo, o seu desejo fica em último plano ou ele nem mesmo o conhece…Como afirmado por Lacan, o tempo da angústia não está ausente da constituição do desejo: “é depois de superada a angústia, e fundamentado no tempo da angústia, que o desejo se constitui” (2005, p. 193). Ou seja, não é possível superar a angústia por meio de sua evasiva, pode-se apenas atravessá-la no caminho para chegar ao desejo.


Produzir o desejo é o melhor remédio para a angústia e, vale dizer mais uma vez, somente a psicanálise combate a angústia precisamente com esse remédio.

Nossa sociedade presenta o álcool, as compras, os excessos como sendo paliativos e sintomas da angustia. Olhar para nós mesmos, rever alvos, nosso sentido e o Ser Interior ajuda a estar em paz.


Aos interessados, a psicanálise convida para uma travessia, sempre balizada pela angústia, do gozo para chegar ao desejo. Nessa trilha, de objeto passivo do gozo do Outro, pode o sujeito tornar-se desejante, ativo na produção de prazer para sua vida.

Referência:

Referência: LACAN, Jacques. O seminário, livro 10: a angústia. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.

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