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Cuidados Paliativos

Origem etmológica da palavra paliativo vem do latim pallium significa manto, os guerreiros usavam uma malha no corpo contra intempéries externas, o sentido é proteção ou um modo de lidar com sofrimento.

Cuidado paliativo é uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes (adultos e crianças) e famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida. Previne e alivia o sofrimento através da identificação precoce, avaliação correta e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais ou espirituais.” (OMS, 2017)


O Brasil segundo IBGE tem mais de 30 milhões de idosos e com eles as doenças crônicas e degenerativas são inexoráveis, hoje cuidar de doentes ou idosos


é uma realidade em mais de 50% das famílias.

O cuidado paliativo não contempla só pacientes terminais ou idosos extremamente frágeis e debilitados. Esse cuidado é oferecido a todos os chamados “portadores de doenças potencialmente mortais”, como o câncer, demência ou AVC e começa a ser aplicado no momento do diagnóstico, período em que o objetivo principal é a cura.


A abordagem e um paliativa é humanizada e carregada de empatia, simpatia e conhecimento sobre a história e biografia do paciente, assim como conhecimentos técnicos e da área da saúde como um todo. O parecer médico muito ligado a tratar a doença hoje é incrementado com um olhar mais complexo aos sintomas, integração de todas as dimensões do ser humano pra o enfrentamento da dor, medo e morte.


Segundo a Dra. Ana Cláudia Quintada Arantes, especialista dessa área, o profissional precisa ter talento e cuidar da vida dele, pois é na vida dele que terá o sentido, força e valores para essa área especial e delicada.

Além de médico e enfermeiro, uma equipe paliativa engloba fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista, dentista, capelão e cuidadores. Precisa acolher a família, escutar e estar aberto para temas como Depressão, Cansaço , Ansiedade,Frustração, Angústia e Luto.


O apoio dos paliativistas e diálogo são constantes porque decisões como procedimentos médicos e intervenções como submeter a uma diálise a um paciente com insuficiência renal, quimioterapia a quem está com câncer pode não ser necessariamente o caminho, já que a questão a ser aborda permanentemente é o riso-benefícios e o bem estar e valores do paciente.


Idealizado pela médica inglesa Cicely Saunders na década de 1960, o tratamento paliativo ainda engatinha no Brasil. No Reino Unido, os doentes têm a tranquilidade de saber que, na alta, vão para casa com um conjunto de benefícios sociais (pensões para o próprio e para o seu cuidador, apoio domiciliário, equipamento como camas articuladas ou barras de apoio colocadas em casa pelos serviços sociais) e onde são visitados pelas equipas da comunidade.


Em nosso pais nem todos possuem plano de saúde e o poder publico não consegue oferecer um respaldo digno como em um pais de primeiro mundo. Que a ternura não desapareça para quem está nessa missão. Cuide de si, esse é o conselho para quem Cuida, já que todos em menor ou maior grau precisamos de carinho e atenção .


Sônia Augusta

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