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Acumuladores

Você sabia que o problema em acumular coisas vai muito além de uma simples desordem na casa? Esse transtorno tem bases psicológicas que podem ir desde um estado depressivo muito profundo, até um mecanismo de defesa perante o mundo exterior. Exatamente isso! É importante reconhecer que a acumulação não tem apenas a ver com juntar coisas; ela envolve a ligação emocional com objetos, ai juntamente com ansiedade, insegurança e “medos” , outro fator a conduta de acumular coisas, que pode também ter relação a um mecanismo de defesa que mantém as emoções do pacientes controladas.

É um problema de aprendizagem social e de personalidade, além de ser uma resposta ao estímulo ambiental, tão simples como a ganância de gastar muito dinheiro ou o número de conquistas sexuais que alguém pode ter, objetos e conquistas(coleções) são como troféus ou triunfo de conquistas(suvenir de países, bichos de pelúcia, carrinhos, mines heróis, garrafas, espaçonaves, skate, tênis, sapatos, bolsas...) tudo isso está relacionado a nossa sociedade de consumo. E passa a estar nela através de coisas e aquisições.

O transtorno acumulativo faz parte dos transtornos obsessivos compulsivos (TOC), um problema relacionado à ansiedade, apreensão e conduta repetitiva. Segundo a Fundação Internacional de Transtornos Compulsivos nos Estados Unidos, 1 em cada 4 pacientes diagnosticados com TOC, são também acumuladores, mesmo tudo sendo catalogado, organizado, enfileirado... ter muitas coisas está relacionado a Transtorno Obsessivo.

Estudos mostram que um paciente pode levar até 7 anos para procurar um médico, por que ter muitas coisas não é problema de ninguém, assim pensam.

Segundo uma definição da American Psychological Association (APA), as compulsões são atos repetitivos que as pessoas fazem para diminuir a ansiedade gerada por uma obsessão, e podem ir desde fazer a mesma tarefa várias vezes por dia, até guardar objetos ao ponto em que se acumulem. A origem do transtorno ainda está em discussão na comunidade científica, em geral, a aparição dos transtornos obsessivos compulsivos se relaciona com a combinação de fatores genéticos, ambientais e de envelhecimento. Para a psicanálise na constituição psicossexual, fase onde existe uma fixação da energia libidinal, que vem a estruturar a personalidade.

O fato é que lidar com o vazio, condição humana, nem sempre é fácil para algumas estruturas de personalidade, com isso deslocam para objetos e coisas na tentativa de preenchimento. Embora a acumulação compulsiva não seja uma perturbação mental presente desde sempre na vida da pessoa, alguns traços de personalidade cumulativa e comuns nesse transtorno podem ter existido precocemente.

Em momento oportuno eclode a doença, seja depois da morte de um familiar, diante de dificuldades econômicas, de conflitos pessoais ou profissionais, enfim, depois de uma experiência vivencial mais traumática.

Existe uma clara separação entre o acumulador compulsivo e o colecionador. Mesmo que o colecionador seja compulsivo para adquirir objetos de sua coleção, como selos, carros, borboletas, bonecas, games, bichos de estimação, relógios, etc., ele tende a organizar os objetos racionalmente, respeita sensatamente o espaço, os valores e as possibilidades práticas de aquisição.

DESAPEGO. É um exercício. Algumas perguntas para testar sobre sues hábitos:

Sua casa está pequena demais para suas roupas? Sapatos? Bolsas? Livros? Quadros? Fotos? Cintos? Tênis?Relógios? Maquiagem? Revistas? Móveis? Brinquedos?

Está tudo apinhado em algum cômodo? Dizem que seu apartamento ou casa é muito cheio?


Os acumuladores compulsivos, por sua vez, são incapazes de organizar o seu espaço de convivência, perdem o autocontrole para adquirir ou de se desfazer das coisas.

Os sintomas causam sofrimento significativo ou prejuízo em áreas sociais, ocupacionais ou outras importantes de funcionamento da pessoa.

Em alguns casos, ter muitos animais de estimação e não cuidar deles da melhor maneira — transtorno de acumulação de animais. Isso é um grave problema emocional/social/afetivo.

Mesmo muitos sendo da mesma estrutura do Acumulador Compulsivo é preciso diferenciar o patológico, que tem comportamentos característicos.:

Acumuladores Compulsivos guardam itens em excesso e de forma desorganizada, frequentemente criando um ambiente perigoso. Eles costumam ser incapazes de descartar quaisquer itens, ainda que eles não tenham nenhum valor monetário. O motivo para guardar todos estes itens se divide entre sentimentalismo e medo de precisar deles no futuro.

É importante reconhecer que a acumulação não tem apenas a ver com juntar coisas; ela envolve a ligação emocional com objetos.

O acumulador se comporta de forma semelhante as pessoas viciadas em álcool e outras drogas, jogos e/ou outros tipos de vícios. Estas pessoas acumulam “coisas” a fim de entorpecer suas emoções e ansiedade o que faz da acumulação um vício.

Como ajudar? Psicoterapia, visto que o Ego enfraquecido e adoecido precisa de fortalecimento e reconexão com o eixo da vida e da essência do viver.

Contratar um(a) Personal Organizer – Organizadorores como do programa Santa Ajuda da GNT, são pessoas que juntamente com a família achará espaços e abalizara o que é necessário e desnecessário para sua casa e para você seu bem estar e de quem vive contigo.


Sônia Augusta

Psicóloga Clínica

11 99483-6799 WhatsApp



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