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LUTO quanto tempo!!!

Muitos perguntam sobre o Luto, como enfrentar, quando esta dentro do padrão o restabelecimento e tudo relacionado a esse período tão doloroso e estressante.

A perda de um ente querido ou a privação , principalmente pela morte afeta o bem estar físico, emocional e psicológico. Uma perde remete a outras e principalmente a nossa faltas, ou falhas.

Sintomas e sinais variam muito de uma pessoa para outra, mas o primeiro ano é penoso e traz tristeza e todas as fases do luto..O Luto complicado ou Patológico pode se manifestar de diversas formas e ser categorizado de maneiras diferentes a depender do autor.

Parkes(2009) o divide em luto crônico e adiado.

Worden (1998) considera que o luto complicado abrange quatro reações ao luto. Reações de luto crônicas, reações retardadas, reações exageradas e reações mascaradas.

Hawton (2007) define luto complicado como reações prolongadas de luto que podem ser associadas a problemas de saúde aumentando o risco de câncer, hipertensão, problemas cardíacos, ideação suicida, aumento no consumo de cigarros e álcool. È mais provável de acontecer em luto por suicídio e morte inesperada(não é o caso de doenças degenerativas), alem de estar relacionado com vínculos dependentes e falta de suporte social.

Maddocks (2003) coloca que a complicação pode ocorrer devido a vulnerabilidade pessoal, circunstâncias da morte, antecedentes de transtorno psiquiátrica, famílias disfuncionais ou incerteza do tipo de relacionamento com o falecido. Ou outros fatores já citados anteriormente como mortes traumáticas, suicídio, assassinato.

Boerner e Schulz (2009) se referem ao luto complicado como desordem do luto prolongado que tem como característica intenso desejo e saudade do falecido, pensamentos intrusivos e angustiantes que impedem de pensar sobre o futuro sem a pessoa que faleceu, prejudicando seu funcionamento. Esses sintomas devem estar presentes por pelo menos seis meses.


No livro Terapia do Luto em 1998, Worden descreve as tarefas do luto, a aceitação da realidade da perda, elaboração da dor da perda, adaptação ao ambiente sem o falecido, resignificação da relação perdida. Para o autor, o enlutado precisa completar uma etapa para poder passar para a próxima, até completar o processo de luto.


No Manual de Diagnósticos e Estatísticas da Associação Americana de Psiquiatria, na sua 3º edição já trazia o luto anormal, aquele em que suas reações fogem do esperado, como luto complicado, o qual Horowitz(1980, p.1157) define como:


“(...)a intensificação do luto até o ponto no qual a pessoa se sente sobrecarregada, recorre ao comportamento mal-adaptado ou permanece interminalvemente num estado de luto sem progressão do processo em direção a seu término(...) [Ele] envolve processos que não evoluem progressivamente em direção à assimilação ou acomodação, mas, ao invés disso, levam a repetições estereotipadas ou extensas interrupções do restabelecimento.“ (Horowitz,1980, p.1157)


Então muitos perdem, alguns levantam e se adaptam melhor e mais rápido, caso esteja difícil para você procure um Psicólogo.


Referencia Bibliográfica:

Bowlby, J. Apego e Perda 3- Perda, Tristeza e Depressão. São Paulo: Martins Fontes, 1990.

Parkes, C.M. Luto – Estudos sobre a perda na vida adulta. São Paulo: Summus, 1998.

Parkes,C.M. Amor e Perda –As raízes do luto e suas complicações. São Paulo: Summus, 2009.

Worden, J. W. Terapia do Luto – Um manual para o profissional de saúde mental. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

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