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Perfil Psicológico do Obeso

Acho o trabalho como Psicóloga, assim como todas as profissões, pode ser expansivo ou estagnado. O caminho depende de cada um de nós.

A contemporaneidade traz seus sintomas e de alguns anos para cá estudar o Stress me levou a Obesidade e suas complicações.


O obeso típico ou obeso em potencial relata quando vai ao nutricionista ou ao médico sua rotina diária e, inconscientemente, relata um comportamento característico que se repete na grande maioria dos outros obesos.


As referencias científicas alistam as seguintes características:

1)Negação do próprio corpo 2)Racionalização do problema da obesidade 3)Projeção do problema da obesidade 4)Auto estima baixa 5)Carência afetiva 6)Vergonha 7)Exclusão de ambientes sociais 8)Ressentimento do passado 9)Raiva do presente 10)Medo do futuro 11)Fraca auto confiança 12)Desonestidade 13)Preguiça 14)Insegurança 15)Inveja 16)Auto piedade 17)Falta de perseverança no propósito 18)Imediatismo (resultados rápidos) 19)Extremismo ( executa regimes maiores do que os propostos).


Seus hábitos são equivocados e ele por vezes não gosta de alimentar-se pela manhã ( e ainda considera isso uma virtude!), come pouco no almoço ( come carnes e verduras), come pouco no trabalho e, no final da tarde e início da noite, ao chegar em casa , esse paciente desencadeia um processo compulsivo de ingesta de farináceos, doces, e outros alimentos que não caracterizam uma refeição equilibrada.


Em geral esses pacientes se ocupam muito com os outros tentando ser bonzinhos , gerando mais ansiedade, auto piedade, estresse; culpando seus colegas e/ ou sua família pelo seu comer compulsivo. Os obesos são os mestres da auto justificação.

Muitos até falam: “ Não sei porque sou gordo… Eu tomo café-da-manhã, almoço pouco e não janto!!! … O que posso fazer ? “


Como todo processo compulsivo, tomar consciência requer ajuda já que os períodos compulsivos são entre 16 às 21 horas em seu ambiente doméstico e não em ambientes do trabalho, estudo ou lazer. Observa-se, ainda, em pacientes do sexo feminino que esse processo compulsivo, preferencialmente, é seletivo, ou seja, o alimento não pode ser uma refeição única, mas sim, lanches e petiscos, pois isso alimenta ainda mais o comportamento compulsivo. Após essa “orgia alimentar” o paciente experimenta um prazer imediato e um remorso tardio. Sente-se culpado. Promete para si mesmo que no outro dia ele vai se controlar e, no outro dia repete tudo de novo… Mais culpa, mais auto estima baixa, mais ansiedade, mais compulsão. Círculo vicioso da auto obsessão compulsiva alimentar.


Na verdade, o paciente obeso não tem o conhecimento que o seu comportamento está determinado pela doença.Aquilo que ele acredita que é seu estilo de vida é repetido pela grande maioria da população obesa. Esse paciente está realizando diariamente o comportamento imposto pela doença compulsiva.


Ao aprofundarmo-nos mais nesse determinismo pré-estabelecido constatamos, muitas vezes, que essas pessoas pedem ajuda para emagrecer, mas este pedido é po uma ajuda temporária(casamento, formatura, viagem...), enquanto suas forças lhe permitem mudar de estilo de vida, até que o processo de recaída mine suas forças e ele passe a abandonar o tudo paulatinamente.

Após um período breve de alguns meses em emagrecimento o paciente obeso, agora magro, começa a viver uma nova realidade e, se não for trabalhada com Psicoterapia Comportamental começará lentamente um processo de desânimo. Forças contrárias ao tratamento passam a ser valorizadas pelo paciente nessa fase. Exemplos disso são comentários negativos da família, pressão dos amigos, férias de verão, festas, distância geográfica do médico, problemas financeiros, excesso de trabalho, etc.

O paciente acha que pode se cuidar sozinho, mas, sem perceber começa a abandonar o que conquistou e alguns meses depois, o sobrepeso volta, junto com o sentimento de culpa, remorso, depressão e frustração.

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